A realidade da Morte
Jó 16:22 – 17:1 – Pois mais alguns anos apenas, e farei a viagem sem retorno. Meu espírito está quebrantado, os meus dias se encurtam, a sepultura me espera.
Vivemos em um mundo que proclama dia após dia que não existe verdades absolutas, que a verdade é subjectiva e cada um escolhe para si o que é verdade ou não, pois, a verdade costuma ser uma imposição social ou dogmática e infelizmente, tal forma de pensar, tem feito com que muitos rejeitem o obvio.
Embora essas pessoas pensem assim, Jó, escrevendo a muitos anos atras, lembra-nos que por mais que as pessoas neguem que a verdade é absoluta, ninguém pode afirmar o mesmo com relação a morte, ou seja, a morte é uma verdade absoluta por excelência, logo, a morte, aniquila o pensamento propagando de que não há verdades absolutas.
E se a morte é uma verdade absoluta e não temos como fugir ou escapar dela conforme Jó nos ensina, é fundamental que façamos dela uma reflexão diária, pois ela faz parte de nós e alcança a todos os homens, independentemente da idade, cor, raça, etnia ou posição social.
Por mais que as pessoas não gostem de ouvir, morrer faz parte do nosso destino e ninguém vai escapar dessa viagem sem retorno conforme Jó afirma, mas, infelizmente, o homem vive como se fosse imortal e não dá a devida atenção a morte.
Mas, ignorar uma verdade, não faz com que a verdade deixe de ser verdade e por mais que o homem tente ignorar a morte por meio do avanço científico e tecnológico não fará com que a morte deixe de existir e produzir os seus efeitos na humanidade.
Nesse sentido, se realmente a morte é um facto, se os nossos dias se encurtam e a sepultura nos espera, como temos nos preparado para esse dia?
Aqueles que não acreditam nas verdades absolutas, que negam inclusive a existência de Deus, não vê a morte com bons olhos, tentam fazer de tudo para fugir dela e não tem nenhuma esperança após a morte, por isso, propagam ideias de que não há vida após a morte propagando lemas como “vivam como se não houvesse amanhã´´ ou difundem ideias de que haverá reencarnação, entre coisas semelhantes a essas.
Mas, por outro lado, aqueles que creem nas verdades absolutas, que acreditam na existência do Deus trino, que reconhecem Jesus como o seu Senhor e salvador, olham para a morte com alegria e esperança, pois, entendem que assim como uma semente precisa morrer para germinar, assim o homem precisa morrer para ser liberto do pecado e assim ter o privilégio de desfrutar da vida eterna.
Tal facto pode ser visto em personagens Bíblicos como Estevão, pois quando o mesmo viu a morte de perto, alegrou-se, pois viu o seu Senhor e tinha a certeza que estaria na sua presença (Atos 7:59).
Assim também era com Paulo que diante de tantas adversidades e tentativas de assassinatos que passou em virtude do seu ministério, o mesmo olhava para a morte com alegria, pois sabia que se encontraria com o seu Senhor e desfrutaria do melhor que havia nEle, por isso Paulo afirmou: “Porque para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro´´ (Filipenses 1:21).
O nosso maior e supremo exemplo de como devemos encarrar a morte é visto no nosso Senhor Jesus Cristo, que mesmo tendo oportunidade de não se submeter a morte, assim o fez com objectivo de dar a sua vida por nós (1 João 3:16).
Qual é a sua esperança após a morte? Eclesiastes 9:5 – Porquanto os que estão entre os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem mais nada….
